Mostrando postagens com marcador Governo Lula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo Lula. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Entorno de Lula traça estratégia para ‘segurar’ centrão na campanha do petista em 2026

 



Desatados os nós para as sucessões às presidências da Câmara e Senado, o entorno político de Lula começa a construir um novo formato de aliança partidária caminhando ao centro para garantir um palanque mais plural de sustentação a Lula em 2026.

O desenho prevê costurar agora, em meio à esperada reforma ministerial, apoios regionais a Lula para 2026.

Pelo acordo, partidos que estão hoje na base do governo devem se comprometer apoiar Lula em algumas das 27 unidades da federação, mesmo que, em parte delas, a legenda apoie o candidato adversário.

Assim, as siglas do centro poderão estar com Lula, mas sem a necessidade de um acordo de porteira fechada.

A construção dessa aliança suprapartidária visa aumentar a bancada do governo no Senado.

Isso porque, por este acordo, o PT apostaria em candidatos competitivos mesmo que estes estejam em outros partidos que não filiados ao próprio PT.


quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Lula destaca poderio econômico do BRICS e defende desdolarização

 



As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da Cúpula do BRICS, ocorrida nesta quarta-feira (23) em Kazan, na Rússia, trouxeram à tona a importância do bloco como um ator econômico relevante no cenário global e reforçaram a necessidade de desdolarização das economias emergentes.

Lula ressaltou que o BRICS, que representa mais de 3,6 bilhões de pessoas e 36% do PIB global em paridade de poder de compra, desempenhou um papel crucial no crescimento econômico mundial nas últimas décadas. “Juntos, somos mais de 3,6 bilhões de pessoas que integram o mercado dinâmico, com elevada mobilidade social”, afirmou. Ele também destacou a riqueza natural dos países membros, que detêm 72% das pedras raras do planeta, 76% do manganês e 50% do grafite.

Contudo, Lula criticou a lógica de financiamento internacional que beneficia as nações ricas em detrimento dos países em desenvolvimento. “É um Plano Marshall às avessas, em que as economias emergentes e em desenvolvimento financiam o mundo desenvolvido”, alertou.

Durante seu discurso, o presidente brasileiro destacou que as iniciativas e instituições do BRICS rompem com essa lógica, promovendo um comércio mais equilibrado. “As exportações brasileiras para os países do BRICS cresceram 12 vezes entre 2003 e 2023. O BRICS é hoje a origem de quase um terço das importações do Brasil”, detalhou. Ele também mencionou a criação da Aliança Empresarial de Mulheres, uma rede que visa fomentar o empoderamento econômico feminino e combater desigualdades de gênero.

O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), sob a liderança de Dilma Rousseff, foi destacado como uma alternativa às instituições tradicionais de financiamento. Com quase 100 projetos em sua carteira e investimentos que somam US$ 33 bilhões, o NBD se propõe a fortalecer as economias locais sem impor condicionais. “Em vez de oferecer programas que impõem condicionalidades, o NBD financia projetos alinhados às prioridades nacionais”, defendeu Lula.

O presidente enfatizou a urgência de discutir meios de pagamentos alternativos para transações entre os países do BRICS, afirmando que a desdolarização é essencial para uma verdadeira ordem multipolar. “Não se trata de substituir nossas moedas, mas é preciso trabalhar para que a ordem multipolar que almejamos se reflita no sistema financeiro internacional”, destacou, conclamando os líderes a não adiarem essa discussão fundamental.

O presidente Lula participou da Cúpula do BRICS por meio de videoconferência em função do acidente doméstico sofrido no último final de semana, que o impediu de fazer viagens de longa distância.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Governo Lula prevê salário mínimo de R$ 1.502 em 2025, com aumento acima da inflação




O governo Lula (PT) apresentará nesta segunda-feira (15) o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2025, com uma mudança significativa em relação às previsões anteriores. Ao invés de um superávit, como esperado anteriormente, a meta para o próximo ano será de déficit zero. Uma das razões por trás dessa revisão é a projeção do salário mínimo, que voltou a ter ganho real, superando a inflação. Segundo integrantes do governo, a LDO estabelecerá um salário mínimo de R$ 1.502, representando um aumento de 6,37% em relação aos R$ 1.412 atuais, informa Gerson Camarotti, do g1.

Esse valor inclui não apenas a recomposição da inflação prevista, mas também um fator de "ganho real" baseado no Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, é importante ressaltar que esse número poderá ser ajustado caso a inflação se prove maior ou menor do que o previsto até o final do ano.

A LDO desempenha um papel crucial ao fornecer um guia para a elaboração do Orçamento de 2025, além de enviar sinais ao mercado sobre a visão do governo em relação ao cenário econômico. Até então, a expectativa era de um superávit de 0,5% do PIB em 2025, o que implicaria em arrecadar mais do que gastar. Entretanto, essa meta demandaria um esforço considerável, o que poderia gerar desconfiança tanto no mercado quanto no Congresso Nacional.

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Lula sanciona lei que institui poupança para estudantes do Ensino Médio




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou, nesta terça-feira (16), a aprovação da lei que estabelece uma poupança financeira destinada a estudantes de baixa renda no ensino médio da rede pública. Denominado como “Pé de Meia”, o programa visa incentivar a permanência desses jovens na escola e a conclusão do ensino médio.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, Lula efetuou vetos em alguns pontos da proposta, incluindo o aumento do percentual mínimo de frequência escolar. O benefício será direcionado a estudantes de baixa renda matriculados na rede pública e cujas famílias estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

A lei aprovada não especifica valores nem as formas de pagamento e saque do benefício, esses serão determinados posteriormente pelo governo, através de ato conjunto dos ministérios da Fazenda e da Educação. O ministro Camilo Santana indicou que os pagamentos devem iniciar em março.

O programa tem o potencial de beneficiar aproximadamente 2,5 milhões de estudantes, com uma expectativa de gasto anual de R$ 7 bilhões. O ministro ressaltou a importância do “Pé de Meia” ao abordar o desafio de evasão no ensino médio, destacando o papel crucial desse programa na redução dessa problemática.

Critérios e Funcionamento da Poupança:

O estudante será elegível ao benefício se efetivar a matrícula anualmente, alcançar frequência escolar de 80%, for aprovado no ano letivo, participar de exames como o Saeb, avaliações estaduais para o ensino médio e do Enem no último ano do curso.

A poupança será depositada em uma conta no nome do estudante, com valores acrescidos mensalmente ao longo do ano e restrições de movimentação.

Serão feitos depósitos ao efetivar a matrícula, comprovar a frequência mínima e ao concluir cada ano letivo com aprovação e participação no Enem.

A movimentação desses recursos será permitida apenas após a obtenção do certificado de conclusão do ensino médio.

O beneficiário poderá optar por investir os recursos em títulos públicos federais ou valores mobiliários voltados para estudos na educação superior.

A poupança não será considerada no cálculo de renda familiar para benefícios sociais.

Financiado por um fundo administrado pela Caixa Econômica Federal, com participação do governo federal, o “Pé de Meia” recebeu, no final de 2023, um depósito de R$ 6,1 bilhões do Ministério da Educação para viabilizar sua operação em 2024.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Lula terá que “segurar” o amigo Maduro




Diz o provérbio: “Se você não quer se meter em dificuldades, tome cuidado com o que diz”.

Esse conselho deve ser dado ao presidente Lula, em relação a sua participação na busca da paz no atual confronto entre a Venezuela e a Guiana. Mesmo dizendo-se amigo do ditador Maduro, a quem tratou como um democrata em reunião de presidentes em Brasília.

Lula pagará caro se não defender a paz na América Latina. Além de tudo que já fez, Maduro ameaça invadir um país vizinho para defender à força suas reivindicações territoriais. Nas últimas horas, há sinais de diálogo com o encontro na próxima quinta (14) dos presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e o guianense Irfaan Ali, na ilha São Vicente e Granadinas.

O presidente Lula, a convite de ambas as partes, estará presente. O bom senso indica que só existe uma alternativa: exigir do presidente Maduro que não crie uma guerra na América do Sul e acabe arranhando a liderança do Brasil na região.

Já há muitos conflitos no mundo. Uma guerra na América do Sul seria péssimo sinal para a posição geopolítica brasileira e a economia do continente. A controvérsia terá que ser resolvida pelas vias legais e diplomáticas.

Lula reuniu-se com o seu eficiente ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e já analisou o quadro da discórdia entre os dois países. As Forças Armadas brasileiras, por precaução, estão unidas e alertas. O presidente brasileiro não pode atuar com “panos mornos”. Tem de ser mais enfático – e até fazer ameaças à Venezuela, caso não recue em suas intenções bélicas.

É óbvio que se houver guerra, os Estados Unidos e o Reino Unido entrariam em cena para proteger a Guiana. Sobretudo, porque têm negócios importantes no país, uma ex-colônia britânica. Seria uma nova guerra das Malvinas.

As raízes do conflito encontram-se na região de Essequibo, uma área de 160.000 quilômetros quadrados, localizada na costa norte-atlântica da América do Sul, entre a Venezuela, a oeste, e o Suriname, a leste. É maior que a Grécia e rica em minerais.

Tanto a Venezuela quanto a Guiana fazem fronteira com o Brasil. O governo venezuelano reivindica Essequibo, apesar da região ter sido reconhecida pela comunidade internacional, primeiro como parte da Guiana Britânica e depois como parte da República Cooperativa independente da Guiana, há mais de 100 anos.

Maduro assumiu o país em 2013, após a morte do ex-presidente Hugo Chávez, e persistiu com políticas que debilitaram a economia da Venezuela. A legitimidade do governo Maduro tem sido questionada internacionalmente desde 2019, depois que ele manteve o poder, apesar de aparentemente perder a eleição presidencial no ano anterior.

Com uma nova eleição marcada para 2024, Maduro faz grande esforço a fim de galvanizar os eleitores apelando para o nacionalismo de reverter a região de Essequibo para o território do país.

A disputa fronteiriça ganhou destaque, depois que a petroleira ExxonMobil provou que há bilhões de barris em depósitos de petróleo bruto acessíveis comercialmente localizados na costa de Essequibo, nas águas territoriais da Guiana.

Os fatos mostram que o presidente Maduro está em posição delicadíssima na política venezuelana. Atualmente, o país encontra-se em uma encruzilhada, enfrentando crise política em razão da disputa entre Nicolás Maduro e a oposição venezuelana, que denuncia os abusos de poder cometidos pelo presidente.

As próximas eleições presidenciais estão marcadas para 2024, segundo a Constituição do país, mas ainda não há data definida para a ida às urnas. Maduro está no poder há mais de 10 anos.

Recentemente, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, venceu facilmente a disputa das primárias presidenciais, com 93% dos votos. Entretanto, ela está inabilitada para exercer cargos públicos por 15 anos, em decorrência da aplicação de legislação autoritária editada pelo governo.

Como forma de intimidação, o governo Maduro decretou a prisão de quatro líderes oposicionistas, sob o argumento de traição à pátria, conspiração, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos eles pertencem ao staff da pré-candidata vitoriosa María Corina Machado.

Maduro estimula o fervor patriótico e já foi à Rússia pedir apoio. O Reino Unido condenou formalmente as ações da Venezuela na Guiana. Os Estados Unidos fazem exercícios militares na área. Os sinais são de que se caminha para um “beco sem saída”.

Quem pode colocar um ponto final é o Brasil, por ser fronteira e o único acesso por terra da Venezuela à Guiana. Para evitar a guerra, Lula terá que segurar o “amigo” Maduro, enquanto é tempo. Do contrário, passará a história como co-responsável pelo conflito.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Desenrola pode limpar até 2,5 milhões de nomes



O número de brasileiros com dívidas de até R$ 100 que terão o nome limpo pode chegar a 2,5 milhões, se todos os grandes bancos aderirem ao programa. Foi o que afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nessa segunda-feira (17), dia em que o Desenrola entrou em vigor.

Até agora, a previsão é de que o número de pessoas chegue a 1,5 milhão.

O crédito presumido, de que o ministro fala, é o incentivo dado pelo governo aos bancos para aderirem ao programa.

O Desenrola prevê que a cada real de desconto que o banco conceder a quem deve, a instituição financeira poderá apurar um real de crédito presumido.

Na primeira fase do programa, as instituições financeiras limpam o nome das pessoas com débitos de até R$ 100 vencidos até 31 de dezembro de 2022.

A dívida não é perdoada. Apenas o devedor deixa de ficar com o nome sujo e pode contrair novos empréstimos e fazer operações como fechar contratos de aluguel. Quem explica é o assessor especial da Secretaria de Reformas Econômicas Alexandre Ferreira.

A retirada do cadastro negativo de quem deve até R$ 100 é automática e não precisa ser pedida. A retirada das dívidas é condição obrigatória para as instituições financeiras que aderirem ao Desenrola.

O Desenrola tem duas faixas de devedores. A faixa 2, que entrou em vigor nessa segunda-feira, abrange as renegociações de débitos com bancos para quem tem renda até R$ 20 mil sem limite de valor de dívidas, o que permite o refinanciamento de imóveis e de veículos, por exemplo.

Prevista para ser lançada em setembro, a faixa 1 abrange devedores inscritos no CadÚnico, Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal, ou de renda mensal até dois salários mínimos com débitos de até R$ 5 mil com empresas de fora do sistema financeiro. A categoria abrange concessionárias de água, energia e gás e crediário em comércio.

Com informações da Agência Brasil.

segunda-feira, 24 de abril de 2023

Políticos sondam Alckmin sobre impeachment de Lula




Políticos ligados ao PSDB e que integram o bloco de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Congresso Nacional consultaram, de acordo com a coluna “Último Segundo”, do Portal “IG”, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sobre um pedido de impeachment do chefe do Executivo. De acordo com o texto, os ex-colegas de Alckmin queriam saber se ele “toparia assumir o país em caso de afastamento de Lula”.

O ex-governador de São Paulo, por sua vez, teria colocado um ponto final no assunto. “O presidente é o Lula”. Ainda conforme a coluna “Último Segundo”, um tucano chegou a confirmar o diálogo, mas negou que o PSDB tenha interesse na abertura de um processo de impeachment contra Lula. “Foi uma conversa informal em que os deputados brincavam”, relatou.

A crise envolvendo o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, provocou, nesta semana, desgaste ao governo Lula, que passou a apoiar a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos terroristas de 8 de janeiro em Brasília.

A temperatura alta da política na capital federal pode ter estimulado oposicionistas a levar o assunto ao pessebista. Depois da “consulta sobre o impeachment”, informou o Portal “IG”, Alckmin contou a Lula sobre o ocorrido. “Eu confio em você”, teria dito o presidente a seu vice.

domingo, 12 de março de 2023

Lula prega PAC repaginado para conclusão de obras paradas





Com foco no aquecimento da economia, em reunião com ministros do setor e da infraestrutura na última sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pregou a recriação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo o chefe do Executivo, a medida foi “o momento mais rico de investimento” no Brasil.

“O sucesso do PAC é porque a gente começou ouvindo os governadores de cada estado, milhares de prefeitos, e construímos um arcabouço de propostas de políticas de infraestrutura que foi fácil de executar. Foi o momento mais rico de investimento de infraestrutura em nosso país, porque envolvia o governo federal, estadual e municipal.”

O programa foi lançado pelo governo petista em 2007. No entanto, mais de 45% das obras estão paralisadas. As informações são do Correio Braziliense.

Lula ainda pediu a ministros a apresentação de repaginação para o programa, incluindo um “novo nome”. “O PAC foi muito importante, produziu muita coisa, mas se a gente puder criar um novo programa é importante. Mostra que estamos renovando, inovando, que temos criatividade para fazer outras coisas”, disse ao destacar 14 mil obras paradas no país.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, explicou que o novo plano será anunciado até o fim de abril e reunirá investimentos federais diretos, concessões e Parcerias Público-Privadas (PPP).

Apesar de conceitos similares aos do antigo PAC, Costa explicou que o programa será renomeado e contará tanto com novas obras, quanto com a conclusão de obras paradas.

“O plano será não só de projetos novos, mas de conclusão de um número enorme de obras. Só na área de habitação temos quase 180 mil unidades não entregues, quase a totalidade contratada ainda no final do governo Dilma Rousseff (PT), em 2014, 2015, 2016”, relatou. “Um dos elementos que inibem a retomada dessas obras é a desatualização do valor contratado na época e o valor atual das coisas. Houve inclusive a pandemia, que acentuou uma inflação mais destacada nos preços da construção civil, o que defasou muito os preços”, afirmou.

O ministro criticou a taxa de juros e apontou que o Brasil “está ansioso” pela diminuição da taxa hoje a 13,75%. E acrescentou que a alta porcentagem “inviabiliza” parcerias público-privadas (PPPs) e concessões.

“Um encaminhamento que todos queremos ver acontecer o mais rápido possível, para viabilizar ainda mais rapidamente a volta do emprego e da renda, é a queda da taxa de juros porque, a 13,75%, não é fácil botar um projeto de PPP e de concessão de pé a essa taxa de juros. É preciso um Brasil que precisa de emprego, o Brasil que precisa trabalhar, que precisa produzir na indústria, que precisa vender no comércio está ansioso na expectativa de ver a taxa de juros reduzir para que isso possa viabilizar e colocar de pé projetos.”

E completou: “É difícil imaginar uma taxa interna de retorno que consiga ficar de pé com quase 14% de juros. É o maior juro real do mundo, não existe país no mundo que pague maior juro do que o Brasil. Então, só o que falta para a gente ter uma alavancagem maior nos investimentos é a gente ver a sinalização e a materialização da queda das taxas de juros para que o Brasil volte fortemente a gerar empregos e acelerar a sua economia”.

Na mesma esteira, Lula bradou que não se pode comprar o discurso de que a economia não vai para frente. “A gente não pode aceitar a ideia que o PIB não vai crescer porque alguém disse que o PIB não vai crescer. Nós vamos dizer que o PIB vai crescer porque vamos fazer o PIB crescer, gerar emprego e vamos gerar emprego com as pequenas coisas”, prometeu.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Governo Lula completa um mês com "revogaço" e Bolsa Família em R$ 600




O governo Lula completa um mês nesta quarta-feira com medidas do governo anterior revogadas, com a retomada de iniciativas como o Fundo Amazônia e a manutenção do Bolsa Família em R$ 600.

Na segurança pública, o presidente tornou mais severa a política de controle de armas de fogo, reduziu a quantidade de armas e munições permitida e tornou a autorização do porte mais difícil. Ainda, suspendeu autorizações para abertura de novos clubes e escolas de tiro.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou medidas para endurecer o combate a crimes contra o Estado Democrático de Direito, depois do vandalismo do dia 8 de janeiro.

O governo procurou restabelecer pontos com os outros países, inclusive vizinhos sul-americanos, como Argentina e Uruguai.

O Fundo Amazônia, bancado por Alemanha e Noruega, foi alvo de negociações para voltar a funcionar. E deve ajudar na crise humanitária vivida pelos indígenas Yanomami em Roraima. Cerca de 570 crianças da etnia já morreram por desnutrição e malária. Além da assistência emergencial, órgãos federais receberam ordem para retirar garimpeiros do território indígena.

Na Economia, já no início do governo, Lula sancionou a medida provisória que manteve o valor do Bolsa Família em R$ 600, principal promessa de campanha. Ainda foram revogados os processos de privatização de oito estatais, como Petrobras e Correios.

O governo ainda publicou uma MP que volta com o voto de qualidade no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão que julga disputas em matéria tributária. Com isso, os presidentes de câmaras e turmas podem dar o voto de desempate. Antes, em caso de empate, a vitória era do contribuinte.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Novo valor do salário mínimo de R$ 1.320 já está em vigor





Já está em vigor o valor do novo salário mínimo. O piso nacional agora passa a ser de R$ 1.320. Essa é a primeira vez, em quatro anos, que o salário mínimo nacional tem um aumento real. Além da reposição da inflação, o ganho será de 2,7%.

Com o novo valor, aplicável a todos os trabalhadores do setor público e privado, as despesas federais devem aumentar cerca de R$ 6,8 bilhões. Isso porque o piso nacional está atrelado às aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

O salário mínimo também é base para pagamento de benefícios sociais e trabalhistas, como seguro-desemprego, abono do PIS/Pasep e o Benefício de Prestação Continuada, que é pago para idosos sem aposentadoria a partir de 65 anos e para pessoas com deficiência, de baixa renda e qualquer idade.

Segundo o Dieese, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, o salário mínimo necessário para satisfazer as necessidades básicas de uma família com quatro pessoas, no último mês de novembro, deveria ser de aproximadamente R$ 6,500.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Ipec: 50% acham que Lula fará um governo ótimo ou bom; 25% consideram que será ruim ou péssimo


Pesquisa do instituto Ipec divulgada hoje perguntou para os entrevistados sobre expectativas para o governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Ipec quis saber como as pessoas acham que será o governo. As respostas foram:

Ótimo: 18%
Bom: 32%
Regular: 20%
Ruim: 7%
Péssimo: 18%
Não sabe/ não respondeu: 5%

O Ipec ouviu 2 mil pessoas em 126 cidades de todo país do dia 1º ao dia 5 deste mês.

O instituto também ouviu a população sobre a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). 39% avaliam como ótimo ou bom e 36% como ruim ou péssimo.

Outra pergunta foi se a equipe de Lula está no caminho certo ou errado, considerando o que vem anunciando e planejando até aqui. As respostas foram:Está no caminho certo: 58%
Está no caminho errado: 33%
Não sabe/ não respondeu: 9%

O Ipec perguntou ainda como as pessoas acham que será o novo governo Lula na comparação com os mandatos anteriores do presidente eleito.

Melhor: 45%
Igual: 22%
Pior: 26%
Não sabe/ não respondeu: 6%

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Alckmin anuncia campanha de vacinação em massa contra a Covid para janeiro: 'é prioridade'



O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende iniciar uma campanha de vacinação em massa contra a Covid-19 a partir do dia 2 de janeiro.

"É a prioridade do grupo de transição, é fundamental que a gente desenvolva uma grande campanha de conscientização pela vacinação. Essa ação vai envolver o trabalho de vários ministérios, da sociedade civil. Vamos chamar artistas e lideranças para nos ajudar nessa grande campanha", disse Alckmin. 

A baixa cobertura vacinal entre as crianças é uma das maiores preocupações do governo eleito. Segundo dados do governo federal, cerca de 70% das crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose do imunizante contra a Covid e apenas 50% receberam a segunda dose. Entre crianças de 3 e 4 anos, somente 18% receberam a primeira dose e pouco mais de 6%, a segunda.

"Precisamos conscientizar a população e mostrar que não há nada mais triste do que perder um filho ou uma filha, ainda mais para doenças que podem ser evitadas com vacina", disse Alckmin.

"O Brasil era um exemplo para o mundo com seu protocolo e adesão à imunização. De repente, as pessoas deixaram de tomar vacina e não podemos deixar que isso se mantenha. Vamos trabalhar para que a vacinação esteja vinculada a outros programas", completou.

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Wolney Queiroz confirmado na equipe de transição




.


O deputado federal e líder da oposição na Câmara, Wolney Queiroz, foi indicado pelo presidente do PDT, Carlos Lupi, para compor a equipe de transição entre os governos Bolsonaro e Lula, que será coordenada pelo vice eleito, Geraldo Alckmin (PSB).

A indicação ocorreu após a presidente nacional do PT, Gleisi Hofmann, pedir aos partidos aliados nomes para integrar a equipe de transição. Os indicados das legendas deverão formar a coordenação da transição por temas.

Na última terça-feira (1º), Wolney já havia recebido um telefonema do deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro, organizando reunião com os partidos de oposição para início da transição no âmbito Legislativo. 

“Vamos tratar de matérias que impactem o Orçamento de 2023 a 2026, consolidando o processo democrático e o diálogo para fazermos as mudanças que o povo brasileiro precisa”, afirmou Wolney.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Lula escolhe Geraldo Alckmin para coordenar a equipe de transição





O presidente eleito Lula (PT) escolheu o seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), para coordenar a equipe de transição. O martelo foi batido na manhã de hoje em uma reunião com Gleisi Hoffmann, presidente do PT, Alozio Mercadante, responsável por elaborar o seu plano de governo, e outros integrantes cúpula petista em um hotel na capital paulista.

Alckmin comandará uma equipe com 50 nomes, que mesclará quadros técnicos e políticos para dialogar com integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL), derrotado na busca pela reeleição. Os principais líderes do PT e dos partidos da coligação que elegeu Lula devem compor o grupo. A equipe de transição despachará do prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília.

Mercadante, que coordenou o programa de governo na campanha, e Gleisi, que foi a coordenadora-geral, estavam cotados para comandar o grupo. Houve especulações de que poderia ser uma coordenação dividida entre Alckmin. Segundo um dirigente petista, Lula disse a interlocutores, em tom informal, que quem for escolhido para ser coordenador não vai chefiar um ministério.

Em governos anteriores do PT, o coordenador acabou se tornando ministro de peso. É o caso de Antonio Palocci, que coordenou a transição no primeiro mandato, em 2002, e virou ministro da Fazenda.

Há dúvidas se Alckmin será escolhido para ocupar alguma pasta. Segundo dirigentes petistas, se Alckmin ocupar um ministério de grande porte, como a Fazenda, Lula teria dificuldades em eventualmente demiti-lo. Por outro lado, dar uma pasta de menor peso para Alckmin poderia passar uma mensagem de desprestígio.